Passaram as eleições. Pronto, os candidatos já podem fazer fisioterapia para as mãos após dias de câimbras por conta de tantos cumprimentos. Também podem descansar as retinas castigadas pelos flashes de câmeras e acima de tudo limpar os belos paletós e conjuntos finérrimos alagados pelo choro de eleitores que precisariam deixar de fazer tudo (menos respirar pois é de graça) para usarem trajes tão pomposos.
Ok, as campanhas foram todas legais utilizando apenas recursos contabilizados (sem risos por favor), e ninguém prometeu o que jamais poderia cumprir. Os dossiês também foram invenções da imprensa, essa classe desumana que joga apenas contra os companheiros brasileiros, exceto, é claro, quando está a favor de quem senta naquela cadeira macia.
Posto o mundo de rosas que foram as eleições (sem risos de novo, por favor) vamos a uma preocupação concreta... o que fazer com as máquinas? Sim, as máquinas que foram exaustivamente usadas em prol de uma meia dúzia que em algum momento nesse processo todo se esqueceu que eles deveriam servir o Brasil e não o contrário.
Nem vou fazer a conta de quantas máquinas são porque sinceramente fico cansado só de pensar. Prefeituras, estados, e o governo maior, muita coisa. O equipamento foi utilizado em tão larga escala que acredito que ele esteja meio gasto já. Valeu tudo, entregar obra que não estava pronta, dar um adiantamento ao 13º dos aposentados (sim os netos deles votam) e ao funcionalismo público e até mesmo brincar de mágica especialmente de ilusionismo. Gasto virou superávit primário, o petróleo jorrou e todos conseguiram gastar mais, arrecadar menos e cumprir a lei de responsabilidade fiscal.
Mas sem querer ser chato, lembro que a máquina é vingativa. Ela cobra com juros os abusos praticados e os companheiros que se sentarem na cadeira macia no dia 1º de janeiro, vão sentir o peso de sua ira e literalmente terão que rebolar para que suas máquinas públicas não quebrem agora, estejam aptas para cumprir pelo o menos uma ou outra promessa e acima de tudo que fiquem em perfeitas condições para serem utilizadas em 2012.
*Vinícius Freitas, é jornalista e cursado em Ciência Política.
Música, Heavy Metal, Rock 'N' Roll, Futebol, História, Política, Literatura, Televisão, Comportamento, Cotidiano e o que mais vier à cabeça. Tudo em uma página só.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
É preciso uma nova era para a política brasileira*
O termo política vem da cidade de Pollis que foi uma comunidade na Grécia antiga com um princípio de organização social. Depois, o conceito de política se transformou ao longo do tempo especialmente graças à civilização que possuía determinada hegemonia no mundo.
Os filósofos antigos discursavam sobre o cidadão político. Aristóteles, por exemplo, defendia que não houvesse a figura do político profissional como temos hoje. Inclusive ele citava que os camponeses jamais poderiam entrar para a política por não terem tempo de conciliar ambas funções (vide o livro "Política", de Aristóteles).
Montesquieu, por sua vez, foi quem criou a divisão de poderes que utilizamos até hoje no Brasil, com duas legislaturas (Câmara e Senado) para que o poder fosse limitado por ele mesmo, ou seja, nenhuma das duas 'casas' teria total liberdade visto que uma limitaria a outra.
Esses exemplos dos preâmbulos políticos em nossa civilização, são importantes para que resgatemos a história e através dela tentemos entender o presente. Dando um salto mortal chegamos ao Brasil, e ao período da República Velha que designou-se de 1889 até 1930.
Nesse período a democracia efetivamente não existia. Tínhamos o voto de cabresto, o ato de votar não era secreto, mesários fraudavam os resultados e se um candidato opositor fosse eleito ele poderia simplesmente não tomar posse por ir contra os preceitos da classe que tinha o poder.
A partir do governo Getúlio Vargas chegou a República Nova, e a democracia propriamente dita engatinhou em parte desse período alternando com regimes ditatoriais como o próprio Vargas instituiu com o “Estado Novo”, 1937. Em determinados trechos desse período os brasileiros foram às urnas exercer a democracia com liberdade de efetivamente escolherem seus candidatos (nessa época o voto já seria secreto...)
Mas em 1964, os militares tomam o poder e mais uma vez a democracia que florescia fora interrompida. Foram necessários 25 anos até que o Brasil retornasse às urnas para eleger seu presidente.
Vejam que apenas em 1989 realmente o princípio democrático se instaurou definitivamente no País. Conceito que vinha sendo debatido na Grécia antiga. Ou seja, estamos há séculos, e quiçá, milênios atrasados. A falta de costume do brasileiro de interagir com a política e o fato de seu amadurecimento político estar começando ainda explicam a fraca campanha de 2010.
Para se ter uma ideia quando o presidente Lula passar a faixa para Dilma Rousseff será a primeira vez na história que um presidente eleito recebe e passa a faixa de colegas também eleitos diretamente.
Então a discussão que temos hoje a Europa, por exemplo, teve em meados de 1970. Refiro-me as questões de privatizações, controle social da mídia, reformas tributárias, eleitorais etc.
Hoje o tenro amadurecimento do brasileiro permite que em uma campanha nenhuma proposta efetiva seja apresentada pelos candidatos que preferiram o embate direto ou as intenções genéricas, como por exemplo, melhorar a saúde, segurança e emprego sem explicar efetivamente o mecanismo de se fazer.
Os debates improdutivos, as propagandas eleitorais que mais confundiam do que esclareciam, o “promessometro” que correu a solta e o show de mentiras são mostras claras de que o Brasil precisa de uma nova era, precisa deixar o estágio de democracia recém consolidada para avançar nas suas bases políticas.
Um bom modo de se começar isso é que nas próximas eleições seja obrigado que cada candidato apresente já na campanha o plano de governo que tem a obrigação de entregar quando eleito, dessa feita o eleitor tem a oportunidade de avaliar com maior critério as propostas.
Outro passo seria, sem dúvidas, uma responsabilização e punição por promessas não realizadas o que intimidaria o “promessômetro”. Os debates também merecem uma reflexão para que não fique a palavra de um candidato contra a de outro e o cidadão sem saber quem está com a verdade.
O Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2011 entra em um novo governo mas precisa urgente de uma nova era política para efetivamente diminuir as desigualdades sociais e ser de fato um país justo e igualitário.
*Vinícius Freitas é jornalista e cursado em Ciência Política.
Os filósofos antigos discursavam sobre o cidadão político. Aristóteles, por exemplo, defendia que não houvesse a figura do político profissional como temos hoje. Inclusive ele citava que os camponeses jamais poderiam entrar para a política por não terem tempo de conciliar ambas funções (vide o livro "Política", de Aristóteles).
Montesquieu, por sua vez, foi quem criou a divisão de poderes que utilizamos até hoje no Brasil, com duas legislaturas (Câmara e Senado) para que o poder fosse limitado por ele mesmo, ou seja, nenhuma das duas 'casas' teria total liberdade visto que uma limitaria a outra.
Esses exemplos dos preâmbulos políticos em nossa civilização, são importantes para que resgatemos a história e através dela tentemos entender o presente. Dando um salto mortal chegamos ao Brasil, e ao período da República Velha que designou-se de 1889 até 1930.
Nesse período a democracia efetivamente não existia. Tínhamos o voto de cabresto, o ato de votar não era secreto, mesários fraudavam os resultados e se um candidato opositor fosse eleito ele poderia simplesmente não tomar posse por ir contra os preceitos da classe que tinha o poder.
A partir do governo Getúlio Vargas chegou a República Nova, e a democracia propriamente dita engatinhou em parte desse período alternando com regimes ditatoriais como o próprio Vargas instituiu com o “Estado Novo”, 1937. Em determinados trechos desse período os brasileiros foram às urnas exercer a democracia com liberdade de efetivamente escolherem seus candidatos (nessa época o voto já seria secreto...)
Mas em 1964, os militares tomam o poder e mais uma vez a democracia que florescia fora interrompida. Foram necessários 25 anos até que o Brasil retornasse às urnas para eleger seu presidente.
Vejam que apenas em 1989 realmente o princípio democrático se instaurou definitivamente no País. Conceito que vinha sendo debatido na Grécia antiga. Ou seja, estamos há séculos, e quiçá, milênios atrasados. A falta de costume do brasileiro de interagir com a política e o fato de seu amadurecimento político estar começando ainda explicam a fraca campanha de 2010.
Para se ter uma ideia quando o presidente Lula passar a faixa para Dilma Rousseff será a primeira vez na história que um presidente eleito recebe e passa a faixa de colegas também eleitos diretamente.
Então a discussão que temos hoje a Europa, por exemplo, teve em meados de 1970. Refiro-me as questões de privatizações, controle social da mídia, reformas tributárias, eleitorais etc.
Hoje o tenro amadurecimento do brasileiro permite que em uma campanha nenhuma proposta efetiva seja apresentada pelos candidatos que preferiram o embate direto ou as intenções genéricas, como por exemplo, melhorar a saúde, segurança e emprego sem explicar efetivamente o mecanismo de se fazer.
Os debates improdutivos, as propagandas eleitorais que mais confundiam do que esclareciam, o “promessometro” que correu a solta e o show de mentiras são mostras claras de que o Brasil precisa de uma nova era, precisa deixar o estágio de democracia recém consolidada para avançar nas suas bases políticas.
Um bom modo de se começar isso é que nas próximas eleições seja obrigado que cada candidato apresente já na campanha o plano de governo que tem a obrigação de entregar quando eleito, dessa feita o eleitor tem a oportunidade de avaliar com maior critério as propostas.
Outro passo seria, sem dúvidas, uma responsabilização e punição por promessas não realizadas o que intimidaria o “promessômetro”. Os debates também merecem uma reflexão para que não fique a palavra de um candidato contra a de outro e o cidadão sem saber quem está com a verdade.
O Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2011 entra em um novo governo mas precisa urgente de uma nova era política para efetivamente diminuir as desigualdades sociais e ser de fato um país justo e igualitário.
*Vinícius Freitas é jornalista e cursado em Ciência Política.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
The Beatles Anthology: a obra definitiva
O projeto Anthology, é sem sombra de dúvidas, o trabalho mais extraordinário feito sobre os quatro garotos de Liverpool desde que o grupo se dissolveu em abril de 1970. Pela primeira vez, a história dos Beatles é contada pelos próprios Beatles, com declarações em primeira pessoa.
A série “The Beatles Anthology”, é composta por três CD’s duplos, uma caixa com cinco DVD’s, e um livro do qual iremos comentar nas próximas linhas. O trabalho de garimpar fotos e declarações começou em 1987, e só se tornou realidade porque Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e Yoko Ono, esta representando Jonh Lennon, resolveram suas pendências judiciais e pessoais para que tudo fosse realizado sem a ameaça do projeto ser interrompido.
Os três remanescentes em conjunto com a viúva de Lennon, contribuíram abrindo seus arquivos pessoais, disponibilizando fotos inéditas e dando declarações que até os dias de hoje eram desconhecidas do grande público. As palavras ditas por Jonh Lennon foram retiradas de entrevistas concedidas durante os anos 60 e 70.
A obra começa com capítulos individuais em que Jonh, Paul, George e Ringo rememoram o período de infância e adolescência, e os primeiros contatos com instrumentos musicais. O livro conta também com declarações do produtor George Martin considerado “O quinto Beatle” e de dois integrantes que deixaram a banda antes da gravação do primeiro LP em 1962, são eles: o baterista Pete Best e o baixista Stuart Sutcliffe.
Um dos pontos altos da história é quando Paul McCartney conhece Jonh Lennon em 1957, e este chama Paul para integrar a banda; Há a primeira turnê que a banda fez em Hamburgo em 1961, quando George Harrison foi deportado para a Inglaterra por ser menor de idade, ele tinha apenas 17 anos na época.
A primeira visita aos EUA e o encontro com Elvis Presley é contada com detalhes inéditos, neste momento, Paul revela que Elvis tentou boicotar as músicas dos Beatles, impedindo que fossem tocassem nas rádios americanas.
O recorde que os Beatles atingiram na parada americana também não passa em branco. A banda emplacou os 5 primeiros lugares nos Estados Unidos, há mais de 40 anos, feito que jamais será batido.
As turbulências que os “Fab Four” passaram a enfrentar após a viagem para a Índia para meditações com o guru espiritual Maharishi, e a morte do empresário Brian Epstein, ganham caítulos especiais, esses dois fatos seriam o começo do fim.
As brigas durante as sessões de gravação do disco Let It Be são contadas com riqueza de detalhes por todos os envolvidos na época. As interferências de Yoko Ono, esposa de Jonh, a mais do que evidente insatisfação de Paul com a presença da esposa do companheiro de banda, revela que o clima entre eles não eram dos melhores. Paul McCartney não aceitava de maneira nenhuma a intromissão de Yoko, que dizia o que teria de ser feito em cada música.
O álbum foi gravado sob uma enorme tensão entre eles, tanto que o projeto inicialmente teria o nome de “Get Back”, e seria um disco e um filme que mostrava como a banda gravava seus discos, uma idéia desastrosa que George Harrison chegou a declarar anos depois que “as filmagens de Let It Be eram perfeitas para quem quisesse saber como funciona o processo de dissolução de uma banda de rock”. O projeto foi abandonado em 1969 para a gravação do que é realmente o último disco da banda, “Abbey Road”. Get Back só foi retomado e lançado sob o nome de Let It Be após o grupo se separar em 1970.
Esses e outros episódios fazem de “The Beatles Anthology” uma referência obrigatória sobre o grupo. É um livro essencial para quem é fã ou para quem apenas quer conhecer mais sobre a história do maior fenômeno da música pop de todos os tempos.
A série “The Beatles Anthology”, é composta por três CD’s duplos, uma caixa com cinco DVD’s, e um livro do qual iremos comentar nas próximas linhas. O trabalho de garimpar fotos e declarações começou em 1987, e só se tornou realidade porque Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e Yoko Ono, esta representando Jonh Lennon, resolveram suas pendências judiciais e pessoais para que tudo fosse realizado sem a ameaça do projeto ser interrompido.
Os três remanescentes em conjunto com a viúva de Lennon, contribuíram abrindo seus arquivos pessoais, disponibilizando fotos inéditas e dando declarações que até os dias de hoje eram desconhecidas do grande público. As palavras ditas por Jonh Lennon foram retiradas de entrevistas concedidas durante os anos 60 e 70.
A obra começa com capítulos individuais em que Jonh, Paul, George e Ringo rememoram o período de infância e adolescência, e os primeiros contatos com instrumentos musicais. O livro conta também com declarações do produtor George Martin considerado “O quinto Beatle” e de dois integrantes que deixaram a banda antes da gravação do primeiro LP em 1962, são eles: o baterista Pete Best e o baixista Stuart Sutcliffe.
Um dos pontos altos da história é quando Paul McCartney conhece Jonh Lennon em 1957, e este chama Paul para integrar a banda; Há a primeira turnê que a banda fez em Hamburgo em 1961, quando George Harrison foi deportado para a Inglaterra por ser menor de idade, ele tinha apenas 17 anos na época.
A primeira visita aos EUA e o encontro com Elvis Presley é contada com detalhes inéditos, neste momento, Paul revela que Elvis tentou boicotar as músicas dos Beatles, impedindo que fossem tocassem nas rádios americanas.
O recorde que os Beatles atingiram na parada americana também não passa em branco. A banda emplacou os 5 primeiros lugares nos Estados Unidos, há mais de 40 anos, feito que jamais será batido.
As turbulências que os “Fab Four” passaram a enfrentar após a viagem para a Índia para meditações com o guru espiritual Maharishi, e a morte do empresário Brian Epstein, ganham caítulos especiais, esses dois fatos seriam o começo do fim.
As brigas durante as sessões de gravação do disco Let It Be são contadas com riqueza de detalhes por todos os envolvidos na época. As interferências de Yoko Ono, esposa de Jonh, a mais do que evidente insatisfação de Paul com a presença da esposa do companheiro de banda, revela que o clima entre eles não eram dos melhores. Paul McCartney não aceitava de maneira nenhuma a intromissão de Yoko, que dizia o que teria de ser feito em cada música.
O álbum foi gravado sob uma enorme tensão entre eles, tanto que o projeto inicialmente teria o nome de “Get Back”, e seria um disco e um filme que mostrava como a banda gravava seus discos, uma idéia desastrosa que George Harrison chegou a declarar anos depois que “as filmagens de Let It Be eram perfeitas para quem quisesse saber como funciona o processo de dissolução de uma banda de rock”. O projeto foi abandonado em 1969 para a gravação do que é realmente o último disco da banda, “Abbey Road”. Get Back só foi retomado e lançado sob o nome de Let It Be após o grupo se separar em 1970.
Esses e outros episódios fazem de “The Beatles Anthology” uma referência obrigatória sobre o grupo. É um livro essencial para quem é fã ou para quem apenas quer conhecer mais sobre a história do maior fenômeno da música pop de todos os tempos.
domingo, 31 de outubro de 2010
Discos de vinil: Uma viagem no tempo
Há pelo menos 15 anos, os colecionadores de discos de vinil de São Paulo tem um precioso reduto. O local em questão atende pelo nome de Discomania, localizada na Rua Augusta, região central da cidade.
Com aproximadamente 1 milhão de vinis no seu acervo, todos separados por ordem alfabética e gênero, o estabelecimento resgata a inspiração em lojas típicas americanas mais conhecidas como “oldies”, que geralmente possuem objetos usados, raros e valiosos.
Enfeitada por pôsteres de bandas clássicas de rock, stand ups (fotografias em tamanho natural) de Elvis Presley, Marilyn Monroe e Michael Jackson, a Discomania disponibiliza aos visitantes uma variedade de objetos antigos, como três jukie-boxes, vitrolas antigas e televisores clássicos, espalhados pela loja. Dentre as curiosidades, está o microfone usado por Roberto Carlos na época da Jovem Guarda, as sapatilhas Elis Regina usadas no show “Falso Brilhante” e até tamancos usados por Carmem Miranda.
O número de raridades impressiona, e uma delas é o LP dos Beatles, “Yesterday and Today”, avaliado em R$ 4 mil. A Discomania é o único lugar do Brasil que possui esse disco. O vinil teve a venda proibida nos EUA por causa de sua capa, permanecendo apenas uma semana nas lojas americanas. Outra preciosidade é o disco mais raro de Elvis Presley: “Frankie and Johnny”.
No campo nacional, é possível encontrar um disco de Hebe Camargo, o primeiro LP de Roberto Carlos “Louco por Você”, gravado em 1958, avaliado em R$ 2 mil, além de itens raríssimos como discos de Dorival Caymmi e Clara Nunes, lançados apenas nos Estados Unidos e Japão.
Marcelo Di Giácommo, proprietário da Discomania, afirma que foi preciso uma reestruturação na variedade de materiais disponíveis à venda, estendendo assim o acervo para a comercialização de CD’s, fitas VHS e DVD's. A loja possui mais de 100 mil títulos, com preços á partir de R$ 2. Os DVD’s custam à partir de R$ 20, e os VHS são vendidos por R$ 10. Todos em ótimo estado de conservação, diga-se de passagem.
Marcelo decidiu abrir uma loja desse gênero ainda nos tempos de faculdade. Aos 42 anos e formado em Administração, a dica dada por ele para quem quiser entrar nesse ramo, é preciso ter cerca de 15 mil discos de vinil para comercialização. Com três lojas espalhadas pelo centro da cidade, Di Giácommo possui aproximadamente 2 milhões de LP’s e 500 mil CD’s. Marcelo também coleciona carros, brinquedos e aparelhos eletrônicos antigos.
Dentre os famosos que freqüentam a loja estão: Jô Soares, Ed Motta, Charles Gavin,ex-Titãs, Sabrina Parlatore, Derico, entre outros. Para quem aprecia coisas antigas, passar um dia na Discomania é como fazer uma preciosa viagem no tempo.
Com aproximadamente 1 milhão de vinis no seu acervo, todos separados por ordem alfabética e gênero, o estabelecimento resgata a inspiração em lojas típicas americanas mais conhecidas como “oldies”, que geralmente possuem objetos usados, raros e valiosos.
Enfeitada por pôsteres de bandas clássicas de rock, stand ups (fotografias em tamanho natural) de Elvis Presley, Marilyn Monroe e Michael Jackson, a Discomania disponibiliza aos visitantes uma variedade de objetos antigos, como três jukie-boxes, vitrolas antigas e televisores clássicos, espalhados pela loja. Dentre as curiosidades, está o microfone usado por Roberto Carlos na época da Jovem Guarda, as sapatilhas Elis Regina usadas no show “Falso Brilhante” e até tamancos usados por Carmem Miranda.
O número de raridades impressiona, e uma delas é o LP dos Beatles, “Yesterday and Today”, avaliado em R$ 4 mil. A Discomania é o único lugar do Brasil que possui esse disco. O vinil teve a venda proibida nos EUA por causa de sua capa, permanecendo apenas uma semana nas lojas americanas. Outra preciosidade é o disco mais raro de Elvis Presley: “Frankie and Johnny”.
No campo nacional, é possível encontrar um disco de Hebe Camargo, o primeiro LP de Roberto Carlos “Louco por Você”, gravado em 1958, avaliado em R$ 2 mil, além de itens raríssimos como discos de Dorival Caymmi e Clara Nunes, lançados apenas nos Estados Unidos e Japão.
Marcelo Di Giácommo, proprietário da Discomania, afirma que foi preciso uma reestruturação na variedade de materiais disponíveis à venda, estendendo assim o acervo para a comercialização de CD’s, fitas VHS e DVD's. A loja possui mais de 100 mil títulos, com preços á partir de R$ 2. Os DVD’s custam à partir de R$ 20, e os VHS são vendidos por R$ 10. Todos em ótimo estado de conservação, diga-se de passagem.
Marcelo decidiu abrir uma loja desse gênero ainda nos tempos de faculdade. Aos 42 anos e formado em Administração, a dica dada por ele para quem quiser entrar nesse ramo, é preciso ter cerca de 15 mil discos de vinil para comercialização. Com três lojas espalhadas pelo centro da cidade, Di Giácommo possui aproximadamente 2 milhões de LP’s e 500 mil CD’s. Marcelo também coleciona carros, brinquedos e aparelhos eletrônicos antigos.
Dentre os famosos que freqüentam a loja estão: Jô Soares, Ed Motta, Charles Gavin,ex-Titãs, Sabrina Parlatore, Derico, entre outros. Para quem aprecia coisas antigas, passar um dia na Discomania é como fazer uma preciosa viagem no tempo.
sábado, 23 de outubro de 2010
No iPod: Paul McCartney - Run Devil Run (1999)
Aproveitando toda a expectativa em torno da apresentação do eterno Beatle Paul McCartney, indico aqui um álbum muito bom do baixista, voltando às raízes, no mais puro rock 'n' roll. "Run Devil Run" é um disco de covers onde McCartney faz versões das músicas que ganharam vozes nos cantores que foram sua grande influência. Acompanhado de ninguém menos que David Gilmour (Pink Floyd), e Ian Paice (Deep Purple), as canções são totalmente cruas, no maior espírito baixo, bateria e guitarra.
Lembrei deste álbum pois foi o que mais ouvi esta semana, e dentre minhas faixas preferidas, está a trinca que abre o disco, "Blue Jean Bop", que tem o maior clima anos 50. Toda vez que ouço essa canção, imagino um cara tocando aqueles contra-baixos gigantes, tamanha é a semelhança com a época, parece que Paul a gravou há 50 anos atrás. Em seguida, vem a não menos perfeita e mais agitada, "She Said Yeah", em que o piano é o grande destaque junto com as guitarras de Gilmour. Fechando o começo do álbum, não poderia faltar Elvis Presley. 'Elvis McCartney', como sugere um desenho do baixista no encarte, canta maravilhosamente "All Shook Up", também perfeitamente interpretada pelo "Rei" em 1957.
Todas as músicas desse disco são fenomenais, o único momento que 'esfria' o clima é a música "Movie Magg", da qual não sou muito fã, mas é uma música legal também. "Run Devil Run" mostra um Paul totalmente livre e roqueiro, fazendo o que gosta da melhor maneira possível.
É uma pena que ele não execute essas covers ao vivo, pois elas seriam garantia de agito total na plateia. Vale lembrar também, que na época de lançamento deste disco, Paul McCartney fez um show único no Cavern Club, tocando o álbum na íntegra, com apenas uma música dos Beatles, "I Saw Her Standing There". Essa apresentação foi registrada em DVD.
Lembrei deste álbum pois foi o que mais ouvi esta semana, e dentre minhas faixas preferidas, está a trinca que abre o disco, "Blue Jean Bop", que tem o maior clima anos 50. Toda vez que ouço essa canção, imagino um cara tocando aqueles contra-baixos gigantes, tamanha é a semelhança com a época, parece que Paul a gravou há 50 anos atrás. Em seguida, vem a não menos perfeita e mais agitada, "She Said Yeah", em que o piano é o grande destaque junto com as guitarras de Gilmour. Fechando o começo do álbum, não poderia faltar Elvis Presley. 'Elvis McCartney', como sugere um desenho do baixista no encarte, canta maravilhosamente "All Shook Up", também perfeitamente interpretada pelo "Rei" em 1957.
Todas as músicas desse disco são fenomenais, o único momento que 'esfria' o clima é a música "Movie Magg", da qual não sou muito fã, mas é uma música legal também. "Run Devil Run" mostra um Paul totalmente livre e roqueiro, fazendo o que gosta da melhor maneira possível.
É uma pena que ele não execute essas covers ao vivo, pois elas seriam garantia de agito total na plateia. Vale lembrar também, que na época de lançamento deste disco, Paul McCartney fez um show único no Cavern Club, tocando o álbum na íntegra, com apenas uma música dos Beatles, "I Saw Her Standing There". Essa apresentação foi registrada em DVD.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
UTILIDADE PÚBLICA: PAUL McCARTNEY - UP AND COMING TOUR
Se você, caro internauta, está como eu, desesperado para conseguir o ingresso para a apresentação extra de Paul McCartney, no próximo dia 22 de novembro, fique atento às linhas que são escritas por este também desesperado fã. A pré-venda para o segundo show do eterno Beatle, começa hoje à 00h00 em ponto, EXCLUSIVO PARA CLIENTES COM CARTÃO BRADESCO OU PELO TELEFONE 4003-3222. O site é o www.ingresso.com.
A venda para o público em geral, só estará disponível nesta quinta-feira (21), a partir das 08 horas da manhã, por telefone e nas bilheterias do Pacaembu. Se vocês estão que nem eu, desesperado para conseguir comprar o ingresso, a última chance é quarta e quinta-feira, depois disso, sabe-se lá Deus quando o canhotinho voltará para terras tupiniquins. Pensamento positivo e boa sorte para todos nós. Os preços são os mesmos do primeiro show.
Pista prime: R$ 700
Pista: R$ 300
Cadeira inferior: R$ 600
Cadeira coberta vermelha: R$ 450
Cadeira coberta laranja: R$ 400
Cadeira premium laranja: R$ 450
Cadeira premium azul: R$ 450
Cadeira coberta azul: R$ 450
Arquibancada especial vermelha: R$ 180
Arquibancada vermelha: R$ 160
Arquibancada laranja: R$ 140
Arquibancada azul: R$ 160
A venda para o público em geral, só estará disponível nesta quinta-feira (21), a partir das 08 horas da manhã, por telefone e nas bilheterias do Pacaembu. Se vocês estão que nem eu, desesperado para conseguir comprar o ingresso, a última chance é quarta e quinta-feira, depois disso, sabe-se lá Deus quando o canhotinho voltará para terras tupiniquins. Pensamento positivo e boa sorte para todos nós. Os preços são os mesmos do primeiro show.
Pista prime: R$ 700
Pista: R$ 300
Cadeira inferior: R$ 600
Cadeira coberta vermelha: R$ 450
Cadeira coberta laranja: R$ 400
Cadeira premium laranja: R$ 450
Cadeira premium azul: R$ 450
Cadeira coberta azul: R$ 450
Arquibancada especial vermelha: R$ 180
Arquibancada vermelha: R$ 160
Arquibancada laranja: R$ 140
Arquibancada azul: R$ 160
domingo, 17 de outubro de 2010
Façam o que eu digo, não o que eu faço
Na verdade, o título deste post deveria ser: Na cabeceira, mais o título de um livro que eu esteja lendo ou que já tivesse lido, para poder comentar e recomendá-lo ao caro internauta que lê estas linhas. Mas o que acontece é totalmente o contrário: tenho uma pilha de volumes de livros, uns que parei de ler em alguma página, e a grande maioria que nem sequer tive coragem de abrir. Para um jornalista, é quase que uma obrigação ler livros (um por mês diga-se de passagem), mas no meu caso, eu só os tenho, mas não li uma linha sequer.
Entre os títulos na fila de espera estão: "A Origem das Espécies", de Darwin, "A Interpretação dos Sonhos", de Freud, "Apologia de Sócrates, O Banquete e Fedro", e "A República", todos de Platão. Esses primeiros adquiri na coleção da Folha, e vou comprar outros títulos, pois vão sair mais coisas interessantes. Continuando a 'lista', aguardando minha boa vontade estão "Divina Comédia", de Dante, um livro sobre o Islã, que ganhei na Bienal e parei em algum capítulo do "The Beatles, a Biografia".
Todo mundo acho que vai perguntar o porquê de eu não ter lido tudo isso. Bom, nem eu sei, só sei que o tempo que tenho livre eu fico moscando na preguiça, pensando e querendo fazer coisas que não deveria, tentando exorcizar os demônios, e os livros ficam por aqui jogados só fazendo volume.
Tudo isso que escrevi até agora, foi pra dizer que o 'Brog' vai ter uma seção em que livros serão comentados (só Deus sabe quando vai ter o primeiro título por aqui) e também vai ter a seção 'No iPod', em que eu vou falar sobre um álbum que ouvi no meu aparelho. Esse provavelmente vai ser mais fácil, pois vou e volto do trampo ouvindo música, então não será problema falar sobre algum cantor ou banda que eu goste e recomende. Sobre os livros de cabeceira, o que vocês tiverem pendentes para ler, leiam, é bom, desocupa a mente de pensamentos e coisas que você têm e que te incomondam, pois, como diz o título do post: Façam o que eu digo, não o que eu faço.
Entre os títulos na fila de espera estão: "A Origem das Espécies", de Darwin, "A Interpretação dos Sonhos", de Freud, "Apologia de Sócrates, O Banquete e Fedro", e "A República", todos de Platão. Esses primeiros adquiri na coleção da Folha, e vou comprar outros títulos, pois vão sair mais coisas interessantes. Continuando a 'lista', aguardando minha boa vontade estão "Divina Comédia", de Dante, um livro sobre o Islã, que ganhei na Bienal e parei em algum capítulo do "The Beatles, a Biografia".
Todo mundo acho que vai perguntar o porquê de eu não ter lido tudo isso. Bom, nem eu sei, só sei que o tempo que tenho livre eu fico moscando na preguiça, pensando e querendo fazer coisas que não deveria, tentando exorcizar os demônios, e os livros ficam por aqui jogados só fazendo volume.
Tudo isso que escrevi até agora, foi pra dizer que o 'Brog' vai ter uma seção em que livros serão comentados (só Deus sabe quando vai ter o primeiro título por aqui) e também vai ter a seção 'No iPod', em que eu vou falar sobre um álbum que ouvi no meu aparelho. Esse provavelmente vai ser mais fácil, pois vou e volto do trampo ouvindo música, então não será problema falar sobre algum cantor ou banda que eu goste e recomende. Sobre os livros de cabeceira, o que vocês tiverem pendentes para ler, leiam, é bom, desocupa a mente de pensamentos e coisas que você têm e que te incomondam, pois, como diz o título do post: Façam o que eu digo, não o que eu faço.
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